DEBATE: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESIGUALDADE SOCIAL 11/08 ÀS 19.00

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Com Valdo José Cavallet

QUEM É VALDO CAVALLET, segundo ele mesmo?

“Já integralizei sessenta e oito giros ao redor do sol, sendo quarenta e sete deles na UFPR e desses os últimos dezessete na UFPR Litoral.

Na UFPR Litoral atuei desde a concepção do Projeto até os dias atuais.

Me considero um cidadão do mundo, apaixonado pela educação emancipatória e pela VIDA.

“Atualmente priorizo as atividades do MoANE – Movimento de Alternativas para uma Nova Educação. Um insurgente movimento Educacional Democrático e Humanizador, aberto a todas e todos aquelas e aqueles que sonham, esperançam e constroem outros amanhãs, ainda, e, continuadamente.”

SOBRE O TEMA

A Educação tem sido alardeada historicamente com falas de prestígio e importância, mas tratada como opção de segundo plano ou como gasto pouco importante nos orçamentos de governos diversos, seja do império ou da república. Vê-la como gasto e não investimento é um viés rotineiro e responsável pelo baixo investimento nas estruturas de suporte à educação, na formação dos professores, na descontinuidade de projetos educativos da nação e da exclusão das maiorias de processos formativos de qualidade.

A Educação Cidadã não é Redentora de tudo e todos e nem apenas um aparelho ideológico do Estado, embora tenha sido historicamente condenada à expressão do grupo no poder. Isto tem objetivado uma descontinuidade permanente no modelo educativo do país e uma supremacia crescente das perspectivas tecnicistas de preparação para o trabalho.

É fato que várias tendências buscaram e conseguiram implementar leituras progressistas na educação formal e não formal, como é o caso da Educação Libertadora com Paulo Freire, a Histórico Crítica dos Conteudos de Saviani, o Movimento de Educação de Base nas décadas de 50 e 60 e outras várias experiências nascidas do esforço de educadores e professores que se dedicaram e se dedicam a um sonho de mundo igual e diverso, através de seu trabalho diário na formação de suas gerações e daquela que viria após a deles.

O atual sistema político brasileiro fez uma opção clara pelas competências e habilidades, fruto sim de um processo que se aprofundou desde a década dos 90 (séciulo passado) e se concretizou no atual modelo de educação básica na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Além de raso no aprender a pensar critica e reflexivamente, este modelo aprofunda a desigualdade entre os estudantes com pouquíssimo foco na cidadania e racionamento de financiamentos oriundos da opção de governo e da mal intencionada PEC que congelou os investimentos durante 20 anos.

No entanto, estes antiprojetos de uma nação que não é para todos tem passado e presente bem definidos. Quando a OMC (Organização Mundial de Comércio) declarou que a “educação é um campo muito sério para ficar na mão de educadores”, ela acompanhou este comentário com os financiamentos do banco mundial e outras instituições aafins que trouxeram ao país pesquisadores e assessores deste campo de opção (Perrenoud, Marquezan, Coll, por exemplo), delimitou os financiamentos vinculados a resultados medidos por “avaliações” permanentes e rankings de compoaração de competências que fez chegar ao atual estado de empobrecimento crítico/reflexivo, salvo em parte pela atuação corajosa e arrojada de tantos professores e educadorres do país.

Se já tínha se instalado no meio educacional o uso de exames no lugar da ação efetiva de avaliações formativas, contínuas e reflexivas, as provas nacionais atuais e seus rankings que determinam os financiamentos aos municípios e estados aprofunda este caminho de mão única e pobre. Se os Parâmetros Curriculares da década de noventa (90) apontaram para uma educação mecanicista pelas Comopetências e Habilidades, o modelo atual desorganiza a formação integral dos sujeitos e estrutura um modelo que ultrapassa as discipinas (Componentes Curriculares) e áreas de conhecimento, dando prioridade a competências e habilidades no lugar do conhecimento, empobrece a reflexão crítica e criativa, aprofunda o não lugar do professor e educador e acena para propostas que atendam uma minoria enriquecida, deixando à margem as maiorias historicamente esquecidas.

Isto se dá de maneira ainda mais perversa no atual modelo político, em especial com o atual grupo no poder, que gasta as palavras, prostitui a noção de pátria, de democracia, de símbolos nacionais, de necessidade de uma nação para todos e do Estado a serviço dos cidadãos. Enfim, discutir educação, mais do que nunca hoje, importa que seja o pensar na ressignificação da formação dos ssujeitos/cidadãos em seus contextos de vida, através de ousadas opções educativas que sejam corajosamente capazes de gestar novas esperanças e recriar o sonho de ser feliz e viver com dignidade para todos e cada um. A ideia deste DEBATE é transitar por estas e outras questões e possibilidades com pessoas que ainda são capazes de sonhar e crer que um mundo melhor seja possível.

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