UTOPIA/DISTOPIA EM HUXLEY E A PREVISÃO DO CAPITALISMO SELVAGEM

Por Paulo Venturelli (Professor e literato)

Inicio minha reflexão sobre Admirável mundo novo contando as duas experiências vividas na leitura deste livro: em 1976, quando ainda jovem, li o romance durante uma viagem de 9 dias, na base de caronas, a Salvador. Lógico que este não era o ambiente adequado para se ler uma obra de tal complexidade. Por isso, várias questões me passaram despercebidas e a impressão que ficou era apenas a de um livro futurista. Agora, relendo a criação de Huxley para este artigo, fiquei perplexo com o quanto de antecipação há nela. Mais amadurecido, com muito mais estradas trilhadas, minha visão de mundo se tornou mais percuciente. Ao lado disto, a sociedade e suas histórias sofreram muitas modificações que me permitem concluir o óbvio: este livro previu uma série infinita de acontecimentos que hoje são fatos concretos a nossa volta. O que mais me chamou a atenção foi a dificuldade, se não a impossibilidade de ser/pensar com autonomia num estado totalitário, questão esta encarnada no personagem Bernard. A releitura atual me levou a muitas reflexões das quais seleciono uma ou outra, dado que aqui não tenho como me distender demais. Do Admirável podem se retirar uma paleta de teses. Puxo uns fios de meada só para abrir discussões no final de minha apresentação.

            Mais que um livro futurista, é um profundo estudo sociológico e psicológico em que se ressalta o papel de uma felicidade embalada por droga alienante e, neste ponto, avulta a figura de Bernard: ele não dá o pescoço a canga, ele apresenta traços de autenticidade, tem emoções contraditórias das quais não foge (pelo menos nas cenas iniciais de sua trajetória), não é só um profissional-robô, é um humano bastante próximo de nossa experiência: ele convive com frustrações, com fissuras, se auto-questiona. É, na sua conjuntura, um homem do limiar, um homem em crise, um homem do vir-a-ser, um homem que não coincide consigo próprio, segundo a visão de Bakhtin sobre personagens de Dostoiévski. Inquieto em meio ao rebanho de bovinos vitaminados pelo soma, ele põe a cabeça de fora e não por acaso sofre suas penalidades no final.

            Quem leu o romance deve ter percebido que o narrador nos joga de chofre no seu universo, sem nos dar qualquer explicação sobre tantos elementos estranhos que vamos encontrando ao longo das páginas. Não somos preparados para o admirável mundo novo que nos apanha pela garganta e por pouco não nos sufoca. O narrador, com sua frieza característica e até certa tranquilidade, faz desfilar diante de nós nomes e cargos, funções e técnicas, nomenclaturas e seres que nos causam perplexidade. Ele, o narrador, tem consciência disto – ele quer nos causar um choque existencial e intelectual que nos tire de nossa rotina, de nossa zona de conforto para nos forçar a mudar as chaves de nosso raciocínio habitual e assim entrarmos nesse futuro aterrador que em primeira mão é absurdo e logo perdemos esta moldura para entender: AMN é uma sátira cruel sobre o mundo de hoje. Aquilo que nos anos 30 do século passado era uma sombria metáfora, hoje está estabelecido no nosso cotidiano, sem perder o laivo desumano de tudo o que no livro é narrado. Vejamos: como aquelas pessoas aceitam o trabalho forçado, mecânico, a função condicionada de fazer todo dia a mesma tarefa? Qual a diferença disso em relação ao mundo do trabalho que se estende hoje pelo mundo? A maioria das pessoas trabalha em postos que detesta, trabalha apenas pelo salário, um salário que é torrado em prestações e consumos inúteis. Para ganhar o que se ganha no Brasil, só para dar um exemplo, bastaria uma jornada de quarenta minutos por dia. No entanto, todo mundo se esgota por oito horas diárias . Como se consegue que as pessoas aceitem esta condição, sem protestar, sem lutar por seus direitos? Sabemos como: a maior vitória da burguesia foi incutir em nossas cabeças que isto que vivemos hoje é a vida, não apenas um modo (capitalista) de viver a vida. Outro mundo é possível, sim. Mas desde cedo somos condicionados a aceitar esta via de escravidão como a mais adequada, a correta, sobretudo por que esta vida é o que é por vontade de deus.

A burguesia conseguiu lavrar nossas mentes como canteiros a receber as sementes que ela, burguesia, planta em nós: Cristo sofreu, eu também devo sofrer e assim garanto o céu. Percebam: todas as religiões pregam a existência de um paraíso pós-morte – enquanto sonhamos com ele, não percebemos as manipulações que sofremos, a vida que perdemos, o desfrute que nos é negado desta mesma vida, enquanto as elites vivem no bom e melhor a partir de nosso suor e nosso  sangue. Um operário ganha o suficiente para não morrer de fome e poder se reproduzir para garantir mais mão de obra barata, segundo Marx. Qual a diferença deste quadro com aquele pintado por Huxley? Por que se fala tanto em empreendedorismo hoje em dia? Certas pessoas perceberam que no capitalismo quem trabalha não enriquece, que é objetivo de qualquer função exercida por nós. No capitalismo só enriquece quem explora o trabalho alheio. Tais maquinações são expostas no romance – ou o que são aqueles administradores ridículos, com suas ordens e seu poder sobre a massa constituída de criaturas sem personalidade própria, criadas a partir de bocais, literalmente sem pai, nem mãe?

            Qual é o objetivo da sociedade que Huxley nos entrega? A felicidade irretocável, seres submissos, artificialmente induzidos a comportamentos que garantem tal felicidade, seres sem lacunas, sem frinchas, sem sombras, o que num primeiro instante parece o ideal ou o sonho de todos nós. Só que esta felicidade é plastificada, envolta em carapaças que a tornam um teatro de ações vazias, em que os sujeitos não têm personalidade autêntica, são teleguiados, para simplificar a densidade dos problemas, não apresentam conteúdo, em suma, são meros bonecos programados a pensar/agir do modo que os administradores querem. Noutro tom: estes seres estão manietados por um estado absolutista, totalitário, ideologicamente cimentado por objetivos que a todos são impostos, sem espaço para a contradição, o livre pensar, o florescer individual. Em nome de uma comunidade feliz, todos são anulados, acachapados num trilho e num trabalho dos quais não possuem a mínima consciência. Vida robotizada, sexo robotizado, gozo programado e induzido, compulsão pelo soma que a todo instante fecha as feridas que ameaçam abrir-se, ou seja, qualquer hipótese de pensamento é abortada pela equívoca tranquilidade que a droga oferece, pelo estéril consolo, fruto de uma droga fornecida por um estado que rejeita qualquer tipo de contestação – para usar um chavão, é a paz dos cemitérios. Ao longo da História recente vimos e vemos muitos estados com esta feição, não é preciso citá-los. Mas, precisamos abrir os olhos para a atual situação do Brasil: polarização criada por um presidente que se vale dela para se sustentar num poder alcançado por meios ilícitos, perseguição às universidades, à pesquisa de qualquer natureza, perseguição implacável às artes, às culturas mais diversas, favorecimento de grupos condizentes com o pensamento único que este grupo de primatas beócios tenta implantar por meio de uma teocracia capenga que seria risível, não fosse trágica. Nuccio Ordine, em seu estudo A utilidade do inútil, assevera: o direito de ter direitos (…) se tornou de fato, subordinado ao domínio do mercado, com o risco progressivo de se cancelar qualquer forma de respeito às pessoas. Transformando os seres humanos em mercadoria e dinheiro, esse mecanismo econômico perverso deu vida a um monstro impiedoso e apátrida, que acabará por negar às futuras gerações qualquer forma de esperança.  Só para ilustrar esta afirmação: o que são as tais reformas deste desgoverno? Elas são apregoadas como um bem aos brasileiros quando poucos sabem que elas atendem aos interesses do mercado: empresários, banqueiros, agronegócio. Ou como coloca com brilhantismo Marx em seu Miséria da filosofia: o cinismo está na realidade das coisas e não nas palavras que expressam essa realidade. Em suma, o estado pérfido e desumano que nos oprime é extensão patética daquilo que Huxley escreveu há quase um século.

                        Afinal, quem é Aldous Huxley? Ele nasceu na Inglaterra em 1894 e faleceu nos Estados Unidos em 1963. Tinha como modelo literário o escritor Jonathan Swift, autor de As viagens de Gulliver. Mas, segundo alguns críticos, nunca alcançou a grandeza deste romance. Satirizou a burguesia norte-americana que acreditava no progresso técnico, nos avanços da educação e no futuro que a civilização deixava entrever. E AMN é uma mostra disto: como a técnica sem humanização pode ser distorcida; como a educação sem objetivos críticos torna-se lavagem cerebral, manietando todos num senso comum que despreza o pensamento, a análise, o contraditório, realidade que vivemos hoje em nosso país, com as intenções nebulosas que comandam o Ministério da Educação a se esforçar para a eliminação de qualquer consciência, na tentativa de tornar tábula rasa todos os avanços obtidos. É só pensar na estupidez de expulsar de nossas escolas a pedagogia de Paulo Freire; como o futuro está anulado para as novas gerações, em especial as das periferias, uma vez que tudo está sendo enfeixado num proselitismo das igrejas pentecostais? AMN evidencia a linha de argumentação de Huxley, no sentido de revelar que não há como conter a energia animal e primitiva que se oculta na mente dos personagens siderados por prazeres imediatos (José Onofre). A liberalidade sexual estampada no romance não é nem liberalidade, nem sexo. Não passam de uma compulsão à promiscuidade. O sexo ali perdeu o caráter de encontro, de diálogo, de fusão com o outro e tornou-se uma armadilha de consumo e egoísmo: um arranca prazer do outro e para sanar o vazio que tal atitude provoca, muita ingestão de soma. Esta sexualidade é o que grande parte de nós vive nos tempos que correm. Sexo tornou-se um comportamento olímpico: todos pegam todos, para depois contar a tal pegação, como um atleta ostenta suas medalhas conquistadas em eventos esportivos (Zygmunt Bauman).

                        Huxley viveu a tensão entre o observador racional e o artista intuitivo. Para ele, nem a ciência, nem a religião oferecem respostas definitivas. AMN  foi escrito em 1932, em Sanary (França), enquanto o autor relia Guerra e paz, de Tolstói, um dos monumentos da literatura russa e universal. Lutou contra a cegueira desde os dezessete anos e foi um precursor do intelectual público, o intelectual orgânico de que fala Gramsci: aquele que crítica o sistema não para reformá-lo e sim para revolucioná-lo. Passou a infância e juventude na Inglaterra e a partir de 1937 mudou-se para os Estados Unidos. Foi um crítico contumaz do mau gosto e da superficialidade da cultura norte-americana, mau gosto e superficialidade de que somos vítimas, muitas vezes intencionais, hoje em dia: basta ver o que estampam nossas camisetas e jaquetas, a música que ouvimos, os modelos de supermercados, os nomes de lojas e restaurantes, a dinâmica de nossas festas, as mochilas que carregamos nas costas, as marcas de tênis, os filmes a que assistimos, os brinquedos que compramos para nossas crianças, quase sempre os ridículos super-heróis sem qualquer ligação umbilical com nossa cultura etc., etc.

                        Ele viveu experiências com mescalina (peiote, Artaud), LSD, ingeridos como meios de autotranscendência, com os quais buscava a clara luz infinita do vazio. Em entrevista a Malcolm Cowley ele nega que se baseou neste patamar alucinógeno ao criar o soma, onipresente em AMN:

                        Entrevistador: Existe alguma semelhança entre o ácido lisérgico ou mescalina e o ‘soma’ do seu Brave New World?

                        Huxley: Nenhuma, absolutamente. O soma é uma droga imaginária, que produz três efeitos diferentes – euforia, alucinação e tranquilidade – combinação impossível. A mescalina é o princípio ativo do cacto peyote, usado há longo tempo pelos índios do sudoeste em seus ritos religiosos. O ácido lisérgico (LSD – 25) é um composto químico de efeitos semelhantes à mescalina.

                        Ele também trabalhou em Hollywood escrevendo roteiros para filmes que, em grande parte, não foram aproveitados. Os diretores de cinema não queriam nada que fizesse o público pensar. O público, segundo eles, só queria filmes de ação e diálogos de fácil entendimento. E aqui faço uma pergunta: os blockbusters hollywoodianos que invadem nossas telas levam ao pensamento? Explosões, tiros, zumbis, batidas de carros, traficantes, transformers, tartarugas ninjas transmitem o quê? Obviamente, aquela cultura superficial e massiva que foi criticada por Huxley.

                        Luiz Carlos Lisboa, grande crítico literário do Brasil, assim classifica nosso autor: cético, destruidor, brilhante, piedoso, compassivo, humilde. A obra-prima que ele nos legou é Contraponto, um romance que tenta com as palavras o que Bach alcançou com a música em sua Suíte em si bemol menor para flauta e corda.

                        Seu último romance, A ilha, faz um contraponto com AMN. Críticos o classificam como uma fascinante contribuição à literatura utópica. Não apresenta o pessimismo de AMN. Nas palavras do autor, este último trabalho expressa sua crença de que a salvação é um processo ligado à interioridade do indivíduo e não algo que vem de dentro (L. C. Lisboa). Discordo. São necessárias profundas transformações na sociedade que venham a mudar o ser humano. Sartre já disse: a existência precede a essência. Na minha visão, não há essência alguma no homem se não for inserida na mente uma escala de valores que mudem radicalmente a vida. Somos educados no individualismo, no egoísmo, na competição, na meritocracia, no bestial conceito de vencer na vida, o que é fruto da ideologia capitalista e esquecemos o principal: vivemos para cooperar com o outro, para ser com e pelo outro. Sem tal demanda, há de se aprofundar a tragédia que vivemos hoje: o neoliberalismo multiplicou por três o número de miseráveis no mundo; todo mundo está preocupado com o meio ambiente, só que ninguém fala sobre os destruidores da Terra: os empresários e sua fome de lucro, o agropecuarista com sua incontida expansão também em nome do lucro. A tragédia na qual estamos submergidos vem sintetizada na declaração recente desta marionete do mercado e abominável criatura chamada Jair Bolsonaro:  o índio é um latifundiário pobre sobre terras ricas. As consequências medonhas que brotam de um pensamento tão pérfido são inomináveis. Mas é isto que norteia o desgoverno da gangue que está locupletada em Brasília. Vocês lembram do que acontece com o Selvagem no fim de AMN? Pois é. Tal fato é só o começo, uma das muitas previsões do escritor que abordo aqui. O capitalismo é o sistema da morte – concentrador, excludente, predatório. Para termos futuro precisamos recuperar a utopia, assim descrita por Eduardo Galeano: a utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

                        Ou, voltando a Nuccio Ordine:  acredito que, em todo caso, é melhor continuar a lutar pensando que os clássicos e a formação, que o cultivo do supérfluo e do que não produz lucro, podem nos ajudar, de qualquer modo, a resistir, a manter acesa a esperança, a vislumbrar aquele raio de luz que nos permita percorrer um caminho digno.

                        Resistir. O caminho digno. Como reencontrar a chama da esperança? Como evitar que nos tornemos as criaturas ocas e sem futuro de Huxley? Lendo os grandes livros de Literatura, Filosofia, História. Neles encontraremos o combustível humano para reaver nossas forças e nos vermos sobretudo como humanos ao lado de humanos e não contra humanos. Um ser humano ao lado de outro não precisa de armas. Precisa de livros que instiguem nossa humanidade a ser digna desta Terra, a ser digna de abraçar o outro.

                        Como conclusão, chamo um pensamento de Antoine Compagnon, ilustre professor francês: a literatura deve ser lida e estudada porque oferece um meio – alguns dirão até mesmo o único – de preservar e transmitir a experiência dos outros, aqueles que estão distantes de nós no espaço e no tempo, ou que diferem de nós por suas condições de vida. Ela nos torna sensíveis ao fato de que os outros são muito diversos e que seus valores se distanciem dos nossos.

                        Deixem de lado um pouco os celulares e computadores, não meçam a vida de vocês por likes recebidos. A vitória contra a maldade, os preconceitos, as exclusões pode surgir dos livros. Eles devem nos acompanhar, neles está a escala para medirmos o quanto crescemos/amadurecemos na vida.

                        Gregory Claeys, em seu estudo Utopia, chama a atenção para o fato de AMN ser visto como uma sátira sobre manipulação comportamental pela mídia de massa (…), assim como um alerta a respeito da arrogância dos cientistas e dos perigos da eugenia.

                        Estejamos pois atentos. Olhando ao nosso redor, olhando para dentro de nós – quem está a nos manipular? Quem estamos manipulando.

                        A arte é o grande porto-seguro, por isso ela está na mira dos ditadores.  Por esta razão os personagens de AMN eram impedidos de ler, enquanto o Selvagem, leitor de Shakespeare, conhecia muito mais de si e da vida, apesar do universo humilde em que vivia.

                        E para deixar uma mensagem viva, uma síntese de tudo que tentei expor aqui, recorro às palavras de Todorov:  hoje, se me pergunto por que amo a literatura, a resposta que me vem à cabeça é: porque me ajuda a viver.(…) Mais densa e mais eloquente que a vida cotidiana, mas não radicalmente diferente, a literatura amplia o nosso universo, incita-nos a imaginar outras maneiras de concebê-lo eorganizá-lo.

                        Foi isto que Huxley nos ofereceu em seu extraordinário ADMIRÁVEL MUNDO NOVO.

REFERÊNCIAS

BAKHTIN, M. Problemas da poética de Dostoiévski. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1981.

CLAEYS, Gregory. Utopia: a história de uma ideia. São Paulo: Edições SESC SP, 2013.

COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.

COWLEY, Malcolm. Escritores em ação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. Rio de Janeiro: Bradil, 1972.

_____. Admirável mundo novo. 22ª. Ed. São Paulo: Globo, 2014.

LISBOA, Luz Carlos. A fascinação pela utopia. São Paulo: Jornal da tarde. Caderno de sábado.26.novembro.1988.

_____. As duas vidas de Aldous Huxley. São Paulo: Jornal da Tarde. Caderno de sábado. 23. julho. 1994.

MARX, Kark. Miséria da filosofia. São Paulo: Grijalbo, 1976.

NOLASCO, Sônia. Um mundo nem tão novo ou admirável para Huxley. São Paulo: O Estado de S. Paulo. Caderno 2.  20. Fevereiro. 1990.

ONOFRE, José. Os horrores do futuro. IstoÉ. 3. novembro. 1993.

ORDINE, Nuccio. A utilidade do inútil: um manifesto. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.

POLZONFF, Jr., Paulo. Fascinação da futilidade. Curitiba: Rascunho. Mar. 2002.

SCHLAFMAN, Léo. Aldous Huxley e a arte da fuga. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil. Ideias Livros. 20.novembro.1993

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