Moral da história

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Recorte sobre a primeira ilustração de capa para as Fábulas de Esopo, por Arthur Rackham. Imagem em Domínio Público.

Em um país que oscila entre Homer Simpson e os Três Porquinhos, a política se revela por meio de fábulas. A moral da história, mais elementar das pedagogias, vai ensinando a viver em coletividade. Quem com vazamento fere, com vazamento será ferido. Quem tudo quer, tudo destrói. Quem chama a raposa para cuidar do galinheiro… Bem, todo mundo sabe, mas nem todos aprendem com a História.

Nesta edição, convocamos o velho recurso da parábola para falar de realidades que deveriam assustar os adultos e apavorar as crianças. E sobretudo deveriam fazer com que todos se mobilizassem, pois, se não lhes faltam momentos cômicos, tais realidades podem lançar o Brasil no mais profundo dos horrores, e não será um conto da Carochinha.

PRIMEIRA CRÔNICA DA REPÚBLICA – Adalberto Fávero apresenta A Capital, um reino do faz-de-conta onde ricos escondem-se em fortalezas e pobres e miseráveis brigam por um espaço privilegiado debaixo de pontes e viadutos, reeditando urbanamente a vida dos antigos habitantes e suas cavernas.

ALICERÇANDO OU DES-MORO-NANDO – Crônica de Luiz Carlos Heleno retrata episódio da voda cotidiana, decidido pela Justiça, com recurso solene, embora improdutivo, à Arena da Baixada.

NEM O MÍNIMO – Fábula das fábulas, o Salário Mínimo segue rastejando. Artigo de Clemente Ganz Lúcio insiste na necessidade de valorização, vontade política para dialogar, celebrar acordos e implementar ações que nos levem ao crescimento e à redução das injustiças sociais. Água mole…

SABER PORTUGUÊS – Paulo Venturelli joga sal na velha ferida da dominação por meio do idioma.

DESAFIO REEDITADO – Clemente Ganz Lúcio demonstra, com poucas palavras e alguns números, que o desemprego tornou-se problema estrutural no Brasil.

O VERBO E A PORRADA – A lógica da linguagem, a autoverdade e o macaco Tião são tema do artigo de Marcus Maia.

DEMOCRACIA EM VERTIGEM – Arte e política, a construção de memória e a representação paradoxal no cinema brasileiro, por Guilherme Heleno.

DIALOGANDO COM MINHA ALMA – Francisco Carlos Rehme fala da barbárie, Rua Brasilino Moura e o Rappa.

A BASTILHA ESTÁ ALI – Entrevista com o juiz de Execuções Penais João Marcos Buch.

 

 

 

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